sábado, 16 de agosto de 2014

Analistas veem risco de recessão no Brasil

O risco de recessão é real e está na análise de economistas que veem dificuldades para o Brasil romper, a curto prazo, o cenário de desaceleração do ritmo da atividade na indústria. A divulgação de dados negativos sobre a atividade econômica pelo BC, na última sexta-feira, contribuiu para aumentar as apostas de que a economia brasileira encolheu no segundo trimestre.
O indicador do BC, chamado de IBC-Br, indicou queda de 1,2% na atividade econômica entre abril e junho, em relação ao trimestre anterior. Foi o terceiro trimestre consecutivo de recuo na economia, segundo o BC.
O índice costuma ser visto por analistas como um termômetro para o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), medido pelo IBGE.
O governo discorda da interpretação, já que as metodologias usadas pela autoridade monetária e pelo instituto são diferentes. O resultado oficial do PIB será divulgado no dia 29 de agosto.
O dado negativo, aliado aos indicadores de queda no comércio e na indústria, fez com que analistas alertassem para o aumento do risco de “recessão técnica”, caracterizada pela queda na atividade por dois trimestres seguidos. “O PIB do segundo trimestre deve ser negativo, mesmo que não venha na mesma magnitude [do IBC-Br]”, diz Alessandra Ribeiro, sócia da consultoria Tendências. Segundo ela, são grandes as chances do IBGE revisar para baixo o dado já divulgado de avanço de 0,2% no PIB no primeiro trimestre.
O cenário de possível recessão no primeiro semestre, segundo reportagem da edição deste sábado do Jornal Folha de São Paulo, também foi citado por outras instituições ao longo do dia, entre elas, bancos Credit Suisse e ABC Brasil e consultoria Rosenberg Associados. “Mesmo considerando que o indicador do BC é apenas uma tendência, com um número tão expressivo não dá para ficar otimista”, afirmou Luiz Otávio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC em relatório.
Fonte: www.cearaagora.com.br

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