A indústria do Estado operou, em média, com 79,8% da capacidade instalada em junho, percentual 7,0 p.p inferior ao mesmo mês do ano anterior. Já em comparação a maio, a queda foi um pouco menor, de apenas 1,1 p.p.
O faturamento, apesar de sofrer retração em junho (-9,3%), em comparação a maio, apresentou comportamento positivo no acumulado de janeiro a junho e no confronto com o mesmo mês do ano passado. Situação melhor que a brasileira, pois os resultados foram negativos em todas as bases de comparações nesta variável. Setorialmente, destacam-se os segmentos de vestuário e minerais não metálicos, que tiveram evolução positiva no acumulado do ano.
Apesar do indicador de emprego ter se mantido positivo na passagem de maio para junho, nas comparações em relação ao mesmo mês de 2013 e o acumulado do ano, o desempenho foi negativo. Nesse sentido, a variável massa salarial também teve comportamento de crescimento no mês, o que pode ser explicado pelas férias coletivas e pagamento da primeira parcela do 13º realizados por algumas empresas.
Por fim, as horas trabalhadas de junho tiveram comportamentos negativos em todas suas formas de comparação, tanto para o Brasil como para o Ceará. Efeito, também, do evento esportivo e das interrupções na produção industrial, como analisado anteriormente.
O economista do INDI/FIEC, Guilherme Muchale, reforça a análise de que o grande número de feriados foi o principal responsável pelo arrefecimento das atividades industriais em junho. “Como Fortaleza é responsável por 40% do parque industrial cearense, os feriados ocorridos, tanto por ser uma cidade-sede como também devido aos jogos da seleção brasileira em outras cidades, impactaram diretamente nas variáveis ligadas à produção, com apenas 18 dias úteis no mês, além dos 4 dias em que o trabalho ocorreu apenas durante a manhã, em um mês que comumente tem 20 dias úteis”, explica Muchale
FONTE: Ceará Agora
FONTE: Ceará Agora
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