Os brasileiros estão otimistas com os resultados do ensino técnico, que se tornou ainda mais atrativo do que o sonho do diploma universitário. Uma pesquisa do IBOPE, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que a sociedade brasileira acredita que a educação profissionalizante é uma excelente escolha para o jovem. De acordo com o estudo, 90% dos entrevistados concordam: quem tem ensino técnico encontra mais oportunidades no mercado de trabalho do que quem não faz nenhum curso.
A percepção também é positiva com relação aos salários: 82% afirmam que os profissionais com certificado de qualificação profissional ganham mais do que os que não têm. O levantamento foi feito com 2.002 pessoas acima de 16 anos em 143 municípios. No entanto, segundo Censo da Educação 2013, apenas 7,8% dos brasileiros optam pela educação profissional contra 76,8% dos australianos, 69,7% entre os finlandeses e 51,5% dos alemães (dados do CEDEFOP – European Centre for the Development of Vocational Training).
De acordo com Felipe Morgado, gerente executivo de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI Nacional, a educação profissional facilita o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. “O estudante conquista uma profissão e, com isso, a oportunidade de custear mais facilmente o ensino superior”, comenta Morgado.
O gerente afirma, ainda, que segundo levantamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), mais de 70% dos ex-alunos de cursos técnicos de nível médio conseguem emprego no primeiro ano depois do curso. E que, um ano depois de obterem o diploma, os trabalhadores de nível técnico conseguem aumentar sua renda em 24%. O estudo, feito pela própria instituição entre 2010 e 2012, acompanhou metade das quase 40
mil pessoas que terminaram os cursos em 2010 com o objetivo de analisar os impactos da educação profissional na sua empregabilidade.
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