Eunício esperou e, nos tropeços de Cid Gomes, o viu descer a rampa do Planalto em menos de três meses de cargo. O peemedebista, também, deu um grande empurrão para a queda do ex-governador do Ceará. Com aliados do Ceará e de Brasília, o líder do PMDB trabalhou para deputados federais encurralarem o ministro da Educação.
A estratégia funcionou. Quem acompanhou com a atenção os pronunciamentos dos deputados federais André Moura (PSC-SE) e do Cabo Sabino (PR-CE), durante os esclarecimentos do Ministro Cid Gomes no Plenário da Câmara Federal, sentiu o dedo do líder peemedebista. As perguntas e acusações contra Cid estiveram sempre presentes no discurso do hoje adversário Eunício Oliveira.
Além do conflito direto no Ceará, o líder do PMDB encontrou apoio entre os aliados no Senado, na Câmara Federal e no comando nacional do seu partido para fragilizar ainda mais o ministro Cid Gomes. Eunício esperou a derrapada do ex-governador cearense que, ao visitar a cidade de Belém e falar para estudantes e professores, chamou parlamentares de achacadores.
As declarações, que ganharam a mídia e irritaram os deputados federais, caíram como bandeja para a cabeça de Cid Gomes ser cortada do Ministério de Dilma Rousseff. Não deu outra. Em menos de três meses, Cid Gomes deixa um dos mais importantes ministérios do Governo Federal.
Ceará Agora
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